quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Ligação ao Facebook = Preparativo de um Projecto
Nunca poderemos medir a quantidade da nossa acção mas se nada fizemos não obteremos resultados práticos.
Trabalhar em prol da causa comum.
domingo, 19 de setembro de 2010
Associações de Alcoólicos Recuperados =OS MEUS BLOGUES DE ALCOOLISMO
valdemar-dar.blogspot.com
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
4 de Agosto 2010 = S. Domingos da Serra = Vinte e quatro Anos de Continuada abstinência
Pedindo um dia de cada vez.
Tem sido assim esta luta constante e que durahá 23 anos e assim tenho levado de vencida o bicharoco que tenho dentro de mim; fingindo-se adormecido está sempre esperando por um descuido que lhe possa abrir a bocarra e poderia correr o risco de uma ída sem retorno e com tal fatal.
Se em tempos me ía matando hoje tudo faço para estar de bem com a vida.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Saúde Mental e Corporal
Lusitanos de Portugal Nogueira da Regedoura = Memórias
Foi bom. Foi muito bom. Foi MaravilhosoForam seguramente, quatro anos marcantes.
Recuperação:- Ajuda Preciosissima
Como Foi bom poder conviver e ter a confiança das pessoas.
Quando parei de beber, encontrei na Tasca da Carmélia e do Alexandre um local e um ambiente aprópriado para me esquecer do momento difícil porque passava.
Diáriamente jogava-se à ralhada, e aquele barulho infernal, que acaba por ser normal neste tipo de jogo, entrava-me pelos ouvidos e certamente se infiltrava na mente, era um comprimido que me dava alento, saía dali totalmente confiante, verdade que foram aqui os meus primeiros tempos, e juntamente com outras ocupações, funcionou em pleno.
Estava a dar os primeiros passos desde que tinha parado de beber e o Alexandre incutindo-me confiança, porque certamente acreditava, Um dia disse:- Ele não vai voltar a beber, porque a gente não deixa.
Certo que ele não percebia nada de alcoolismo, a não ser servir uns copos, mas que me ajudou e muito, lá isso ajudou. Eramos grandes amigos, porque ele é sua esposa são duas jóias de pessoas, ainda mais amigo fiquei dele, por lhe reconhecer este graciosa ajuda. Hoje sei que são estes pequenas atitudes, que nos marcam profundamente.
Café no Café do Caramulo:
Já se tinham passado cerca de três meses que tinha deixado de beber, cria respeitar os compromissos que tinha assumido de acabar os trabalhos como mineiro, tinha prometido a mim próprio e a minha Esposa que insistia para que eu abandonasse essa arte, poois estava convencida que ela teria contribuído de forma deciasiva e apressada para que mais rápidamente me tivesse mergulhado até ao fundo daquele profundo poço. Estava convenciada que a continuar naquela arte não venceria a batalha que estava a travar.
O café do Caramulo, sempre foi um daqueles cafés que gostei de frequentar, pois o proprietário era uma pessoa excepcional, mas tinham-se passado estes meses e eu sem tomar qualquer café. Nesse dia decidi lá ir tomar um, mas em vez de um acabei com o tempo por tomar três, sempre adorei e adoro tomar café, é mesmo um dos meus exageros, mas com eles meio a cambaliar, vim até ao Alexandre, sentia-me sem equilibrio e embriagado, estive ali bastante tempo, mas continuva cambaliando, dali, desloquei-me até ao café Ribeiro, queimando mais tempo, mas a coisa não passava, acabei por la´ir até casa cambaliando embora menos, mas o suficiente para que me minha mulher se tivesse apercebido que eu ainda vinha a cambaliar, a cena complicou-se, quando depois lhe cheirou a bagaço, por eu ter pousado os braços em cima do balcão e ter apanhado esse cheiro em líquído que estava em cim a do bbalcão.
Visitas continuadas:
Porque era um café onde gostava de parar, continuei, porque depois já passei a tomar café diário, o tempo foi passando e pouco depois foi-me feita a proposta pelo Carlos Silva que era Presidente dos Lusitanos e desejava concorrer de novo com uma equia renovada.
Depois de me dar a conhecer outros elementos que fariam parte da lista, não exitei, em boa ora o fiz, que o trabalho que passamos a desenvolver foi fundamental para a ajuda à minha recuperação.
Trabalho desenvolvido:
Começamos a fazer um Totoloto semanal, onde era sorteado um Presunto, sendo que em várias semanas chegamos a sortear dois, arranjamos dois patrocinadores para duas equipas de futebol de Salão para disputar o campeonato no Pavilhão de S. Paio de Olieiros, onde as coisas já não eram muito amadoras, e onde os jogos mais decisivos, o Pavilhão enchia completamente, foi ao ponto de se comprar àrbitros e oferecer bons prémios, jogadores houve até que jogavam em clubes federados que cobravam dinheiro por cada jogo. Nisto de pagar aos jogadores os Lusitanos nunca o fizeram.
Foram várias as Excursões que se realizaram e jogos de confraternização, e os convívios de Jogadores, Directores, Associados, Amigos e suas familias foram uma grande mais valia, amizades cimentadas e que ainda hoje perduram.
Fo maravilhoso para mim ter servido os Lusitanos e foi muito ais o que recebi naquela altura difícil da minha vida, do que aquilo que dei. Mas seguramente que foi aqui que aprendi que partilhar é um dos trunfos mais valiosos dos recuperados e não fora e sta lição de vida e nunca teria guiado a minha conduta por uma via solidária.
Certo que quando saí deixei no clube muitissimas Taças, equipamentos e mais de setecentos contos, posteriormente o clube veio a acabar por alguns dos seus Directores terem decidido irem salvar o Nogueira, quando outros o tinham abandonado e emprestaram ao que consta mais de 500 contos. Os Lusitanos estiveram inactivos durante vários anos e houve quem houvesse quer reativá-lo, tendo como primeiro objectivo exigir ao Relâmpago o dinheiro. Com muita saudade dos Lusitanos, mas convictamente direi que os Lusitanos são história do passado e que o dinheiro que foi entregue ao Relâmpago para a Formação foi a melhor solução, e não é aceitável que se lhe vá exigir esse dinheiro.
Se alguém pretender fazer de novo este ou outro clube que criem as condições para avançarem, que o façam, mas auto-financiando-se.
Devo esta aos Lusitanos, não escrevi este testemunho como saudosista, mas como prova de reconhecimento de quanto válido foi no tempo em que tudo durou. Estes quatro anos em que lá estive foram maravilhosos. A melhor prenda que poderia dar a quem confiou em mim era manter-me abstinente. Felizmente venci.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
MOVIMENTAÇÕES DE VIGILÂNCIA PARA MANTER A MENTE LIMPA UM DIA DE ROTINA DE DOENTE ALCOÓLICO.
Os meus vinte e três anos de abstinência, não me dão nem nunca me pederiam dar um estatudo de previligiado em comparação com um recem recuperado, no que respeita a principios que ambos terão de respeitar:
1º- Tem um e outro de saberem , que para manterem a lucidez de saber resistir àquilo que é veneno fatal (a ingerência de àlcool).
2º= Um e outro terão de saber dizer não e dizer sim a toda a hora e sem medo de outros
imponderáveis, ou mesmo retaliações. Ambos temos o mesmo inimigo comum (o àlcool)
3º- Em todos os outros casos abstinência é exigivel no mesmo grau a ambos.
4º- É fatal, pensar-se que por não ingerir-mos bebidas há muitos temos vantagens.
5º- Sabendo-se que até aos dias de hoje não foi conseguido independentemente dos anos que
levamos de abstinência conseguir que se volte a beber regradamente.
6º- Conta para este fenomeno, que a doênça é irreversivel, consegue-se controlá-la, mas não
irradiá-la, este desafio é motivante para que o nosso dia a dia seja mais apetecido.
domingo, 18 de janeiro de 2009
A MINHA DEGRADAÇÃO = Borracheira na Feira do S. Martinho= VIVI A MORTE.Associações de Doentes Alcoólicos Recuperados ou Tratados
COMA ALCOÓLICA E ALUCINAÇÕES-
NÃO FOSSEM ESTES SÉRIOS.AVISOS?!....
SEGURAMENTE JÁ ESTAVAS LÁ
Lutava desesperadamente para tentar parar,. pois o estado calamitoso em que me encontrava não me dava margem para que aquela situação se mantivesse por muito mais tempo.
Não tinha discernemento para poder avaliar a grave situação em que me encontrava.
Quando em curtos períodos de raciocinio, ainda evemente avaliava a situação. Desesperava porque querer parar e não conseguir.
Esta intênçã, era sustentada por muito pouco tempo. A minha dependência apressadamente me obrigava a consumir mais e mais.
A partir de determnada altura, tudo começou a acontecer num ápice. Sucediam-se os acidentes,(Esmorradelas) fosse por falta de equilibrio,por inconsciência, ou por outroo ter de ser qualquer.Certo que tudo de mal acontecia com uma rapidez incrível. Aconteceu a entrada em Coma Profunda, começaram as alucinações.
Numa dessas alucinações, intertiorizei; e vivi este drama:- Uma Ponte de Nogueira da Regedoura tinha caído e eu tinha ído junto, dentro do Carro. Mergulhamos no Riacho e teria Morrido Afogado. Vivi como real este pesadelo horas intermináveis, foi um sofrimento horrivel. Crimanava-me por ter contribuído com o excesso da bebida para que tal tivesse acontecido. Criminava-me por não ter parado de beber. Não ter assumido a responsabilidade de Educar as minhas Filhas. Foi um sofrimento terrivel.
Mas acredito, que estes sérios avisos, terão contribuído, para um juntar de forças,com as quais me foi possivel tomar a iniciativa de me dirigir a um Médico e lhe propusesse e pedisse que me ajudasse, porque me pretendia tratar.
Era um Jóvem Médico e ainda inexperiente, mas perante a minha insistência, aceitou em boa hora oo desafio.
INCOMODA-ME SEMPRE ALGUÉM ME ABORDA (E FELIZMENTE NÃO SOFREU NA PELE ESTA TENEBROSA DEPENDÊNCIA), MAS PRETENDE IMPÔR-SE COMO CONSELHEIRO.
CITAR EXPERIÊNCIA NÃO É O MELHOR EXEMPLO, MAS O ÚNICO
A RESPOSTA NUNCA SE FAZ ESPERAR DA MINHA PARTE. PROCURANDO ILUCIDAR
Não tenho, nem devo, porque ter vergonha do meu passado, do tempo em que estive mergulhado na dependência alcoólica.
Se consegui juntar forças, determinação e coragem para de lá sair. Seguramente, não o consegui sózinho, pois quando me tornei abstinente, a caminhada foi longinqua e enormemente sinuosa. Neste percurso,nem sempre me apercebi delas na ocasião,mas mais tarde acabei por descobrir que elas aconteceram das formas mais variadas,e que todas elas foram contribuítivas. Como tal, tenho de procurar ajudar a incutir a quem está em situação em que já estive, a o procurar ajudar a prevenir. Alertando para evitar que se deixem arrastar quem para lá caminha.Alertar para que parem de beber exageradamente.
É um dever nosso, procurar ajudar e assim seremos ajudados.
Estas ajudas recíprocas, serão sempre preciosas.
Nunca devemos esconder esse nosso passado escuro e tenebroso. Ao fazê-lo estamos seguramente a contribuír para que muitos não venham a mergulhar na mesma Lama, que um dia já foi nossa (DEPENDÊNCIA).
Que nos priva de viver e nos obriga a vegetar.
Passamos de um ser Humano racional a um Monstro irracional.
Sofremos Imenso e como se não bastasse, fazemos sofrer os nossos familiares e quem nos quer bem ainda muito mais.
Evitar que não venham a passar pelo sofrimento a que estivemos sujeitos.
Se ao transmitir os nossos testemunhos eles virem a dar algum contributo.
Para um Doente Alcoólico Tratado, é a maior a recompensa que ambiciona poder vir a receber.
QUANDO SE BEBE EM DEMASIA, ESTAS E OUTRAS CENAS AINDA MAIS GRAVOSAS ACONTECEM.
UM NEGÓCIO COM A BORRACHEIRA NA FEIRA DE S.MARTINHO EM PENAFIEL
Certa vez no S. Martinho
Com a fartura do Vinho
Mau negócio que eu fêz
Comprei Vaca, saíu Bói
Tive de lá voltar outra vez
Quando lá á Feira cheguei
Logo com o mesmo Senhor dei
Logo um grande berburinho
Agarrei-o logo pelo Pescoço
Mas tem paciência Moço
São coisas do S.Martinho
Desfiz então o engano
Com esse mesmo Fulano
Que se chamava Ventura
Deixamos de andar á rasca
E voltamos para a Tasca
Beber mais e á fartura
Eram copos e mais copos
Já sorriam os Cachopos
De ver nossas posições
Tanto eu como o Ventura
Com a fralda á dependura
Que bom par de borrachões
Começam a haver sarilhos
Com a força dos quartilhos
Embora muito mal medidos
Mas nisto oiço uma vós
Que veio bedm até nós
Estes dois estão perdidos
Já de fraca catadura
Despedi-me do Ventura
E saí ao Zig-Zag
De repente vem um murro
Oiço dizer está seguro
Não vai daqui sem que pague
Tinha deixado a Vaca
Preza a uma estaca
A um cantinho da Feira
Mas o raio da Canalha
Que nessa Feira não falha
Também fez sua brincadeira
Agora que vejo eu
Ó meu Santo Deus do Céu
Mas que grande desalento
A minha Linda Vaquinha
Não está lá coitadinha
Mas sim um velho Jumento
Tentei pôr tudo em cacos
Mas apanheddi dois sopapos
E eu com minha razão
Alguém disse cdena feia
É metê-lo na cadeia
Esse grande borrachão
Com a cabeça toldada
Não esperei por mais nada
Tratei foi de vir-me embora
E quando de regresso sózinho
Quantas vezes pelo caminho
Vi chegada a minha hora
É feio ser-se borracho
Mas é defeito que acho
Agora com mais juizo
Ser alegre e sorridente
Que o seja toda a gente
Borracho não é preciso.
Obrigado Saudoso Amigo Ricardo Sousa e António Monteiros = 2 Rimauenses
Nestas histórias de entrar Jumentos em cenas em que o excesso de álcool nos leva a determinadas brinacadeiras ou aventuras irresponsáveis que só descontrolados pelo excesso, nos levam a praticá-los. Recordo-me um belo dia na Festa dos Rojões nos Altos Céus um grupo de Amigos de Copos decidiram levar o Burro e a Carroça, depois de levarem o Burro a beber pela Caneca a sua parte do Vinho. Deram a volta ao arraial a Banda de Melres que se encontrava a actuar, mediante aquele espectáculo mediático, começaram a rirem-se e tocar um de cada vez, voltaram a S. Paio de Oleiros de onde eram e tinham partido e ainda hoje estão para saberem como e a que horas chegaram a casa.
Um belo dia já carregado na antiga Loja do Frade na Bessada em Nogueira da Regeoura pedi ao Ti Chico da Burra se me deixava dar uma volta na sua Égua. Não sei bem como mas consegui montar, comecei a obrigá-la a galopar cada vez com mais força, nunca tinha montado e não sabia como pará-la. Puxei-lhe as redes ela baixou a cabeça e foi toda de rasto. estou ainda para saber como não caí em cima dos paralelos. Quando regressei ele todo contente disse-me que sempre que quizesse poderia voltar a montar,confesso que foi tamanho o susto que apanhei, que jamais o voltei a fazer e apesar de me manter abstinente há já vários anos. Montar uma Égua nunca mais. Beber não Obrigado.
O que faz mal não é um copo a menos, mas sim um copo.
Seguramente que no meu caso nunca deveria tê-lo cheirado, e muito menos bebê-lo
Se tempos houve em que me ía matando hoje tudo faço para estar de bem com a vida , com a minha familia e meus amigos.
domingo, 28 de dezembro de 2008
NAS GRANDES RESSACAS,FALANDO COM A MORTE== Associações de Doentes Alcoólicos Recuperados==
PORQUE GOSTO DE MIMSei quw gosto de mim, porque pedindo um dia de cada vez, tenho conseguido chegar ao fime de cada dia e quando no aconchegar do travesseiro, medito e concluo, que partilho com a minha familia, com os meus amigos e que já ninguém sofre porque eu existo, que agora já sei que quero e preciso de viver.
TEMPOS HOUVE EM QUE ME MATAVA APRESSADAMENTE. HOJE VIVO A VIDA
`Verdade que tempos houve em que me fui matando, mas hoje tudo procuro fazer para estar de bem com a vida.
Nos anos critícos e mais gravosos da minha dependência, vezes incontáveis daquelas que me lembro, pedi à morte que terminasse com a minha vida, pedia-lhe que acelerasse a viagem para me vir buscar, que não só lhe perdoaria, como lhe agradeceria.
Em todas as vezes em que lhe fiz esse pedido, era um pedido sincero, porque normalmente e principalmente era feito durante as grandes e fortes ressacas. Hoje que recuperei todas as minhas faculdades por me ter tornado abstinente, escrevo- lhe e quero expressar o meu grato reconhecimento por não me ter atendido, mesmo perante a minha forte e continuada insistência. »« RECORDANDO O FALANDO COM A MORTE
Pedindo-lhe, várias vezes lhe disse:-
Despacha-te vem depressa
Quem no Mundo muito sofre :-
A vida já não interessa.
Fazia-o atordoado :-
Lembro-me de dizer-lhe assim
Porque te demoras tanto :-
Vem não tenhas pena de mim.
Não pesnses que é cobardia :-
Não te importes do Povo falar.
O meu desejo é tão grande :-
Já sem forças para lutar.
Cumpre-me com esta missão :-
Não me faças mais esperar.
Pára de conferir o Livro :-
Para veres quem vais chamar.
Acredita, vou receber-te muito bem :-
Sente por mim clemência
Vai custar-me menos morrer :-
Que viver em dependência.
Põe-me fim a este prercurso :-
Porque eu já não estou a viver
Vais dar-me um alívio total.
Ao iniciar parar de beber.
MORTE POR NÃO ME TERES ATENDIDO :-
HOJE O MEU GRATO RECONHECIMENTO
»Cheguei a julgar-te mal :-
Por não me teres atendido
Hoje permite , que te reconheça :-
E te esteja muito agradecido
Foram tempos bem difíceis :-
Aqueles que eu vivi
Mas tirei grandes ilações :-
Que com as quais muito aprendi
Aprendi a preparar-me :-
Para um Médico ir procurar
Lutar com todas as forças.
Para me conseguir tratar
Arranjar forças e consegui:-
Iniciar um longotratamento
Começei a saber gostar de mim :-
E acabar com o sofrimento
São vinte e três anos contados :-
Muitl obrigado Amiga Morte
Por não me teres atendido :-
Bafejou-me grande sorte.
Termino te agradecendo.
Com uma forma sentida
Dos anos que me recuperei:-
Hoje estou de bem com a vida.
No dia a dia bem sei.
CONCLUSIVO
Versejar estes testemunhos se foi possivel por me ter tornado abstinente, e assim me ter sido possivel readquirir a minha personalidade henriquecer os meus conhecimentos e ter aprendido a partilhar. Sempre muito recebi, para o pouco que vou dando. Todos nós poderiamos dar um pouco mais de nós mesmos-
Travei a batalha venci a Guerra e hoje continuo a pedir 24 horars em cada dia.
O meu dia a dia é vivido com enorme felicidade, porque desejo e sou desejado, partilho é-me retribuída uma partilha mais forte que me transmite um força anímica e um comprimido estimulante com força de vencer.
Se juntar-mos as forças que temos dentro de nós, vamos lutar e vencer.
Quando utilizamos essa força vencemos todas as dificuldades, mesmo as que nos pareçam e a quem nos queira ajudar inultrapassáveis.
Seguramente que força a razão, vencerá a razão da força, nisto da dependência alcoólica não há casos invenciveis, desde que tenhamos a coragem de assumir que nos recuperamsos.
Um testemunho sentido escrito, com o pulsar do coração, de quem esteve no fundo do poço mais profundo, ou não tivesse sido um doente alcoólico crónico, a escassos meses da morte..
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
A Minha sentida Dedicatória aos Amigos nas Associações de Alcoólicos Recuperados em especial aos de Nogueira da Regedoura e de S.Paio de Oleiros AAS
A noite escurece...
O Dia Nasce....
A Natureza cresce.
Mas os verdadeiros Amigos
Esses nunca se esquece
Cancelos/Sebolido 24/Dezembro de 2008 o sentimento do Valdemar (Ferreira "O Marinheiro") A minha Mensagem de Natal
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Associações Doentes Alcoólicos Recuperados em Especial para a de Concelho de Santa Maria da Feira e Nogueira da Regedoura.
Mas quem está ligado ao problema de Alcoolismo e tem dentro de si essa grave Doênça incurável, não deve nem pode alhear-se deste Flagelo que tantas vidas ceifa e torna a vida dos Dependentes e seu Familiares Directos, assim com os Verdadeiros Amigos em sobressaltos constantes. Amigos que sofrem quando alguém de quem gostam e vê transformar-se num farrapo humano.
Também estive no fundo do poço por experiência própria sei o que custa. Paguei um preço enormemente alto pela minha dependência, felizmente que ainda parei a tempo de não perder a esposa e as duas filhas, uma com 11 meses a outra com sete anos.
Também porque tinha uma Mãe com um M do tamanho do Mundo que jamais me abandonolu.
Sofria e transmitia-me esse sofrimento, assim como minha msposa, eu também sofria, queria saír mas não conseguia. Um dia já lá vão 22 anos consegui pegar o boi pelos cornos e fazer-lhe uma pega que até hoje perdura. Vivi momentos de tremendas dificuldades para superar os momentos de maior quebra mental, mas sabia passados alguns dias de iniciar o meu tratamento que não podia falhar. Tinha uma forte ambição de voltar a ser o Marinheiro, isto é um figura prestigiada, dar de novo a confiança aos meus Familiarers e Amigos. Lutar e realizar os lindos sonhos que antes de caír totalmente ambicionava e que projectava com a minha namorada de então, ainda hoje e espero continuar a tê-la como Esposa e ainda hoje em cada dia que passa tenho a sensação que cada vez mais gosto dela e a minha admiração supera todos os meus palpites. Tenho a plena consciência que já a recompensei se é que é possivel recompensar-se alguém depois de tanto o que a fez sofrer. Hoje sei que foi das apostas mais sérias que tive na minha.Uma mulher, esposa e Mãe Espantosa. Será assim que muitos dos que hoje sofrem na pele directa ou indirectamentde como eu sofri que depois de uma grande carga e nos dias seguintes de ressaca se interrogarão se querem mas não são capazes. Não tenho o condão nem a veleidade de nesta Mensagem de Natal ir ao pormenor ou fazer vaticinios de como e quando se pode parar. Mas duma coisa tenho a certeza. Que estas quadras são propícias para tomar-mos decisões. Em casa de um dependente do alcoólico é sempre de noite e se nos apercebermos que todos os dias devem ser Natais, neste Natal será mais um desafio para que quem já está abstinente se mantenha, pois eu já o faço há todos estes anos e depois que deixei de beber voltaram de novo os Natais com Alegria, fraternidade, solidariedade e muito mas muito amor que partilho. É maravailhoso quando depois de uma depdendência nos recuperamos o que recebemos tem um valor que pelo mais simples que seja é sempre de valor incálculável. Se tem problemas de álcool aproveite este Natal e procure um Médico e comece um tratamento que o poderá levar a alcançar a plena felicidade.
A Todos os Abstinentes aos qque sofrem de dependências e seus familiares e amigos que são vitimas directas, desejo do fundo do meu Coração Um Santo e Feliz Natal e um Ano de 2009 de grandes Alegrias e plena Felicidade. Se tem alguém que sofre da Dependência procure junto dele a que ele aceite tratar-se.
Votos sinceros de um Doeente Alcoólico Tratado com 22 anos de Abstinência.
Com a ajuda de todos e de mim próprio já se passou mais um ano que vivi em paz comigo próprio e partilhei com os meus amigos.
Como é maravilhoso viver em abstinência.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Junta de Freguesia de Nogueira da Regedoura- Dr. Ferreira Soares
Este vulto é:-
Doutor António Carlos de Carvalho Ferreira Soares
(Dr. Prata "O Médico do Povo")
Nasceu em Fevereiro de 1903 em Viana do Castelo, figura querida no imaginário das gentes da Beira Litoral, por acidente minhoto, ligar-se-ía desde a infância ao fascinio da região da Ria de Aveiro, comungando com ela os segredos e esconderijos entre matos e juncais, exercitando as artes da paciente pesca á linha e montando armadilhas aos pardais.
O curso de medicina afastá-lo-ía desta existência rústica que tão querida lhe era e iria moldar para sempre toda uma personalidade.
Cativado por uma cultura humanística revelada, nas páginas da Seara Nova.
Neste meio intelectual dos Seareiros ganhou pouco a pouco a consciência social que ele próprio denúnciou.
Dedicado ao trabalho clínico. Dava dinheiro aos pobres que o consultavam para que comprassem os medicamentos que lhes receitava. Não porque acreditasse na caridade . Mas porque a justiça tardava. E ele tinha pressa da vida. De cada um e de todos.
Escreveu coisas lindas que lhe iam no coração , porque a razão lhas ditava, em linguados de papel pardo. Foram lidos a gente que de letras nada sabia. No Atneu de Nogueira da Regedoura.
Ele e o povo de Nogueira e de largos arredores, faziamcoro na Romaria da Senhora da Saúde. Ele com a sua viola Ramaldeira a cantar a Rosa Tirana. E com um cravo seu companheiro atrás da orelha.
Escreveu coisas lindas como estas: Não tomo as coisas ao trágico; aceito-as de ânimo predisposto e berm disposto, como o fruto natural dos tempos correntes.
Cerca de seuis anos viveu escondido entredd o povo, que o agasalhava e avisava dos mnímos movimentos de estranhos na áreda. Mas foi classificado pelo médico legionário "Ser o intelectual mais perigoso do Norte.
E é assim que, na manhã de 4 de Julho de 1942, é aramada a Ferreira Soares uma diabólica cilada, na figura de uma falsa doente que lhe apresenta, acompanhada de um homem, no consultório que mantinha em sua casa aqui em Nogueira da Regedoura.
E cerca das onze horas da manhã é assassinado com catorze balas de pistola metralhadora desfechadas à queima roupa. Vilmente assassinado o médico, etnógrafo, contista e critico, ergue-se como justo exemplo de sacrificios e luta, de despojamento e dignidade.
RUMEI À ESQUERDA... PARA MAIS PERTO DO POSSIVEL CONVÍVIO E ORGANIZAÇÃO DAS MASSAS POPULARES. (Carta a Camara Reys, Setembro de 1936)
Perpetuar a sua memória e dar a conhecer o seu exemplo é um dever que fica cumprido pelas gentes da nossa freguesia e de todos aqueles que se indignam contra todo este tipo de atrocidade.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Associação de Doentes Alcoólicos Recuperados de Santa Maria da Feira
A minha abstinência permitiu-me contrariar os previstos seis meses de vida que ainda me restavam, criar uma família, realizar o sonho de vir a dar uma formação académica ás minhas duas filhas e compensar e partilhar com a grande heroína de toda esta história a minha esposa. Ter reaprendido a gostar de mim e ter um coração CHEIO DE AMOR PARA PARTILHAR A SOLIDARIEDADE COM AQUELES QUE SOFRERAM OU SOFREM DA MESMA DOENÇA "Alcoolismo"
Valdemar (Ferreira "O Marinheiro") Secretário da Direcção do Centro Recreativo e Cultural de Sebolido.
Associações de Doentes Alkcoólicos Recuperados (Valdemar (Ferreira "O Marinheiro")
Douro meu lindo e bom amigo, como sabes decidi meter a conversa do alcoolismo no Terras rio e mar,como sabes não sou contra os produtores de bebidas alcoólicas nem de quem as bebe. Sou sim totalmente solidário e empenho-me nesse combate a ajudar quem bebe excessivamente e pretende deixar de beber. Durante longos anos uma das frotas mais lindas e de gente honrada e trabalhadora navegaram nas tuas/nossas águas e este filão de lendas e exemplos são histórias de uma beldade fascinante e que jamais poderão ser esquecidas, mas quanto a mim para estar bem mentalmente, não posso descurar da minha doença e desprender-me da minha responsabilidade de ajudar nesta luta desigual que é de ajudar no combate a este flagelo mundial chamado de alcoolismo quando bebido em excessivamente que rapidamente nos torna dependentes e que no nosso País ceifa a vida a mais de oito mil pessoas, as mesmas que morreram durante todos os anos nas Guerras Coloniais. Mas amigo retomando o seguimento da conversa anterior. Recordo-me que há muitos anos num comentário a um Médico que se lamentava que todos os Doentes Alcoólicos que dele se tinha abeirado para tratamento todos tinham morrido pouco depois por não vencerem a dependência. Comentei que conhecia u amigo que tinha seis meses de vida e que tinha parado de beber havia na altura um ano. Esse amigo estava bem. Se calhar esse Médico já partiu, mas esteja ele onde estiver quero dizer-lhe que esse meu amigo que está bem e recomenda-se e que já não bebe há vinte e dois anos.
Continuação= Mas recomeçar teremos de todos os dias encontrar um reforço de gostar de nós (de mim) e que é imperioso ser-se dedicado parte do nosso tempo a ajudar os outros e ao mesmo tempo estamos a ajudar-nos a nós mesmos. Para ajudar os outros teremos de nos educar intelectualmente, que passe a constar como testamento que o que dizemos ou fazemos, que somos sempre consistente, e não como a história que se conta do Padre olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço.
Como a mulher do César, não basta parecê-lo é preciso sê-lo. Não chega que por hipocrisia se diga que se tem as pessoas no coração, podemos mesmo gestualmente apontar para ele, mas se ele está oco e não contem um pingo de amor para dar, assim sendo apenas transmitimos mensagens desprovidas de conteúdo. Necessariamente temos de ter a noção exacta de muitas outras realidades. Basta ler Sócrates o Pai da Filosofia para nos apercebermos do perigo que representa a mediocricidade, a ambição ou o medo, por vezes são incompatíveis com os objectivos que propagandeamos e que muitas vezes ambicionaríamos ver concretizadas. Felizmente que fui vacinado contra tudo isto e este vírus tem-se mantido inoperante. Mas são situação que foram previstas e que datam desde 1836, mas que infelizmente ainda em muitos casos acontecem. Mas quando sentimos assiduamente a necessidade de partilhar com outros as nossas vidas e experiências e procuramos de formas variadas estar sempre presente em regime de total solidariedade e voluntariado junto de quem de nós esperava uma palavra ou uma ajuda mínima a nossa abstinência continuar a ganhar consistência.
Se o dia de ontem apenas serve para recordar o de amanhã nem para isso continua a ser deveras importante o dia de hoje e o hoje de todos os dias deveremos ser mais solidários e mais justos. Tive o privilégio de conhecer em Coimbra Doentes com mais anos de Abstinente que eu e isso enchem-me de coragem para continuar diariamente e um dia de cada vez a me preparar para continuar de bem comigo mesmo.
Nestes anos que já levo de Abstinente e como já estive em outras Associações conheci Doentes Abstinente que recaíram e em muitos casos as recaídas foram fatais, outros que foram elementos activos e que por este ou aquele motivo se desmotivaram. Espero que voltem porque todos somos poucos.
Fui Monitor responsável por dois Núcleos na Associação de Alcoólicos Recuperados do Concelho de Santa Maria da Feira e membro activo na Sede da Associação, era e sou Secretário da Direcção de Centro Recreativo e Cultural de Sebolido e um dos responsáveis nas Secções Recreativa , Desporto e Cultura e da feitura de um Boletim informativo e da criação de uma Mini Biblioteca, isto preenche-me tempo e dá-me a oportunidade de um sã convívio e receber dos meus amigos incentivos positivos. Suspendi a minha participação por entender que não existiam condições para continuar pela forma menos apropriada de que por vezes o Presidente me tratava. Desculpava-o porque compreendia que a Doença de que padece o limitaria, mas fui adiando e como só aceito desempenhar cargos de responsabilidade quando recebo tratamento apropriado, lealdade e solidariedade total, nunca aceitei nem nunca aceitarei viver de bisbilhotices. Como sempre o faço estive de alma e coração, vivi momentos inesquecíveis, tive o apoio do Presidente e de toda a Direcção. Compreendo e desculpo o Presidente pela irritabibilidade e despropósito que por vezes usou para comigo, porque infelizmente a Doença que o persegue não é fácil, não me custa nada admitir por ser verdade que é uma pedra basilar e o sustento do serviço valiosos que a Associação desenvolve, o mesmo é dizer que nada me move contra ele, mas que nestas tomadas de posição a Associação e o estarmos de bem com nós mesmos fala mais alto. Tive das surpresas mais agradáveis da minha vida e isto deu-me uma enorme alegria aos ser reconhecido pela Associação Direcção e na pessoa do Presidente a minha total dedicação e lealdade dos anos em que estive como Monitor responsável. Referi que me dedico e partilho no Centro Recreativo as minhas experiências em outras Associações, Clube de Futebol, Comissões de bem Estar, politicas e outras e isso enche-me de felicidade, poder partilhar com amigos do peito momento de enorme felicidade. Mas nunca descurarei a minha principal razão de viver, continuar a ambicionar viver abstinente 24 horas de cada vez e procurar valorizar o que penso e o que tenho aprendido. Deixar de ser Doente alcoólico dependente, trouxe a felicidade de gostar de mim, construir e amar a minha família e partilhar com os meus verdadeiros e novos amigos a minha felicidade. Na vida de um Doente Alcoólico Recuperado o melhor Euro Milhões que nos pode sair diariamente é manter a Abstinência.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Continuação .../...
Associações de Doentes Alcoólicos Recuperados (Valdemar(Ferreira "O Marinheiro")
Valdemar (Ferreira "O Marinheiro")
Quando nos é possivel recuperar tendo sido Doente Alcoólico Crónico, ter estado no fundo do poço, entrado algumas vezes em coma alcoólica e ter alucinações, manter um Bendita Abstinência Alcoólica e quando a mesma já conta com 22 anos interruptamente, algumas conclusões poderemos tirar e relatá-las para assim procurar contribuir a que outros se possam valer destas mesmas experiências e tirar delas os aproveitamentos que lhes interessar. Já que cada caso é um caso, mas muitos casos assemelham-se e acontece que inúmeras experiências repetem-se. Mas atambem é bem verdade que para se conseguir manter essa mesma abstinência, não basta num dia parar de beber, se a partir daqui apenas nos preocuparmos com o nosso umbigo.
Coisas que há que serão fundamentais; e muito provávelmente algumas das mais importantes é a de nos consciencializar que teremos de escolher uma nova vida ,e se quando mergulhamos no álcool já contamos algumas dezenas de anos vividos, teremos necessáriamente de recomeçar uma nova aprendizagem, já que nos anos em que somos dependentes a nossa mente inchada apaga muitas coisas e muitissimas outras não entram, importante admitir que temos de fazer uma nova aprendizagem, ainda se a nossa capacidade como no meu casoo pessoal estiver pçor volta dos dez por cento. Teremos de aceitar que passamos a viver num mundo civilizado e não numa sociedade irracional como a que vivemos durante a nossa dependência alcoólica. Como vão aumentando os anos de abstinência as nossas responsabilidades tambem aumentam. A partir de determinada altura somos apontados por uns como por exemplo os arautos das desgraças não se cansam de vaticinar e propagandear que a nossa paragem é por uns dias ou uns tempos, os nossos ditos Amigos bebedores do nosso stempo sempre que nos encontramou mnos ignoram ou se falam para nós é para nos falarem da sbebedeiras que conjuntamente apanhavamos á 22 anos atrás. Mas para uns e outros com o decorrer do tempo somos sempre referências positivas se defacto soubermos por actos provar que em muitos casos os Doentes alcoólicos mengtalmente não são uns falhados. Mas para manter a longividade numa abstinência é primordial que paqremos com a mentira, que em cada dia pasemos a gostar mais de nós, para assim poder gostar mais dos outros
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Associação de Alcoólicos Recuperados de Santa Maria da Feira
Nos passados dia 22 e 25 de Outubro de 2008 dei a conhecer nas reuniões que ministrei em Vila Maior e Fiães, núcleos dos quais era responsável há mais de dois anos, na presença do Presidente da Direcção, fazendo-lhe entrega de uma cópia do que a seguir transcrevo na integra. Os motivos que me levaram a esta tomada de posição foram as de evitar criar um clima de desconfiança nos Doentes que assistem nestes núcleos e que na sua grande maioria eu ajudei a recuperar. Eram constante por parte do Presidente insinuações conflituosas respeitantes á minha pessoa e principalmente quando no passado Natal não aceitei fazer parte parte da Lista que ele apresentou para este mandato, apesar de ser lista única. Apesar de saber que estas suas atitudes são a repetição de outros casos que já se passaram com outros personagens. Sempre acontece quando que alguém não partilha das suas decisões e não lhe presta vassalagem. Tentara agredir com gestos e palavras, que jamais poderão ser aceites minimamente por quem semanalmente se entrega totalmente de alma e coração, sem nada pedir em troca como mais abaixo darei a conhecer. O medo que o persegue de que alguém lhe possa tirar a Presidência torna-o inconstante. Mas tudo na vida é como sal na comida. Quando é demais faz mal.
Queridos Amigos há dois dias que não servem para se fazer nada, nem mesmo se pode tomar decisões. O Ontem e o amanhã. O dia importante onde podemos é no hoje. E foi precisamente hoje que ponderei seriamente decidi e é irreversível.
Adoro viver o meu dia a dia.
Vou ter imensa pena quando tiver de morrer.
Porque neste dia vai ser aborrecidíssimo ter de deixar tudo o que amo.
A partir de hoje não vou ter tudo o que amo. Mas vou continuar a amar tudo o que tenho.
Mas antes de propriamente avançar mais , quero dizer-vos e por isso peço antecipadamente desculpa, mas que depois de ler o que tenho escrito nem mais uma palavra da minha parte, respeitante a esta minha decisão e as razões que me levaram a ter de o fazer para bem da Nossa Associação e dos seus Doentes e Familiares. Quero contudo dizer-vos que vou continuar disponível em casos que justifiquem a minha participação se bem por motivos justificados ou de força maior. Mesmo até por modificação de comportamentos.
Sempre vos disse e vocês sabem que sou pessoa de causas e não de casos e como tal nunca me serviria do que quer que fosse para alimentar qualquer tipo de polémica, independentemente das fortes razões que me assiste. Sempre foi assim por onde tenho passado, Comissões de Bem Estar na Armada, Clube de Futebol os Lusitanos Nogueira da Regedoura- Política- Autarca - Nogueira da Regedoura. Amigos da Saúde Santa
Maria de Lamas. Associação de Alcoólicos Tratados Coimbra e Centro Recreativo e Cultural de Sebolido etc. Se não o fiz , também jamais o farei.
Sabemos que existem decisões que temos de tomar que muito nos custa, mas deixar avançar é nos tornar-mos cúmplices e por vezes pagamos facturas demasiado altas. Os meus 22 anos de Abstinência incumbe-me a responsabilidade de ter já os parafusos todos apertados e no sitio certo para que decisão no momento exacto e de forma totalmente correcta. Podendo assim com as minhas decisões pautadas dar um óptimo exemplo de vida e de sabedoria do que não se deve fazer. Saber dizer e não na hora certa e com convicção, é um bem preciosos que não está ao alcance de todos. Não são fáceis estas decisões e custam-nos imenso e sei que a dor não ser anestesiada rapidamente, pois quando à anos nos reunimos bi-semanalmente com resultados palpáveis, e por claro evidente que existe uma relação de amor e estima. Mas são e servem para testar a nossa capacidade mental este assumir de decisões. Aos que ajudei a recuperar sinto imensa alegria e peço-vos que tudo façam para continuar abstinentes. Sigam o meu exemplo e não me considero herói por me manter todos estes anos abstinente. Espero isso sim continuar a viver mais alguns e continuar a manter esta mesma Abstinência 24 horas em cada novo dia. Aos que não consegui ajudar para que recuperassem que voltem sempre porque num dia de sorte irão consegui-lo. O Facto de sempre ter feito todo o trabalho em total regime de voluntariado liberta-me imenso e como tal torna a minha decisão mais facilitada ainda mais quando apenas e só ambicionei servir sem nunca me servir, mas a facilidade que desfrutei por dedicação capacidade que me possibilitaram um fácil acesso aos ógãos de Comunicação Social, deve penso eu ter incomodado demasia e criar mesmo muito receio. Nunca apresentei um tostão de gastos, fosse de papel, tinta, telemóveis, deslocações na minha viatura etc. por esta razão saio de consciência tranquila.
Mas confesso porque é de inteira justiça reconhecer que apesar da agressividade que muito cedo passou a existir somente de quem anteriomente me referi, passei e vivi horas imensamente feliz, que o saldo é para mim altamente positivo. Que comparado com o que recebi dei muito pouco. Nunca cuspo no prato onde como. Nunca digo nunca. A cruz que nós Doentes temos de carregar ao Montes do calvário é de sacrifício, mas também de tolerância e dedicação. não sou nem poderia ser pessoa de ódios ou rancores. Se o fosse não teria resistido abstinente todos estes anos. Irei continuar a procurar ser útil e procurar ajudar os que sofrem da mesma Doença que eu. A ajuda continuada é a razão da minha vontade de viver. Acordar com esta determinação é uma parte importantíssima da minha alegria diária de viver. Contem Comigo, eu Conto Convosco. Bem hajam. Valdemar (Ferreira Marinheiro)

